OFICINA DE CORDEL NO COLÉGIO ANGLO-BRASILEIRO

DURANTE O MÊS DE SETEMBRO DE 2016, REALIZAMOS UMA AGRADÁVEL OFICINA DE CORDEL NO COLÉGIO ANGLO-BRASILEIRO, A CONVITE DA PROFESSORA CAMILLA MELO. O RESULTADO DO TRABALHO VOCÊS PODEM CONFERIR NA MATÉRIA ABAIXO, COPIADA DO SITE DA INSTITUIÇÃO.

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Em oficina, alunos aprendem história e técnicas da literatura de cordel
Vou contar para vocês
De um dia diferente
Uma aula bem legal
Mas teve muito batente
Oficina de cordel
Puro encanto, minha gente!
É melhor deixar essa história de cordel para quem entende. Então, podemos passar a bola para as turmas do 8º ano do Ensino Fundamental II, que receberam a visita do poeta cordelista Elton Magalhães para uma oficina de cordel.
A atividade aconteceu nas aulas de Português da professora Camila Mello. Os alunos leram o livro O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, e a forte relação entre a obra e o cordel trouxe à tona a ideia de trabalhar com esse tipo de texto. “A relação entre o cordel e o livro é o peso da cultura popular, marcado nos dois. O personagem principal do Pagador é um homem que vem dessa cultura popular, das crenças, da bondade, marcadamente, um homem do campo, ingênuo (pelo menos na época retratada, década de 60). Fora isso, ainda temos outro personagem, Dedé-cospe-rima, que traz a literatura popular em seus escritos”, explicou Camila.
A oficina foi elaborada por Camila e Elton pensando no número de alunos de cada turma e nas demandas da disciplina. O poeta passou uma manhã inteira com cada grupo, mostrando a história do cordel, ensinando as técnicas de rima e métrica e acompanhando a produção dos alunos. “O cordel tornou-se muito popular na nossa cultura porque muitas das pessoas que produziam eram analfabetas e esse tipo de literatura acabou marginalizada”, disse Elton.
O nome “cordel” tem origem na forma como os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas ou barbantes. O cordel tem forte tradição oral. Muitos têm origem em relatos falados, que depois são passados para o papel. Outra característica comum aos folhetos é a xilogravura, técnica de pintura com madeira que ilustra a capa e as páginas do cordel.
O futebol é um dos temas preferidos dos cordelistas. Além do esporte, personagens conhecidos, reais e fictícios, também são figuras comuns, como o cangaceiro Virgulino Ferreira, o Lampião, o personagem João Grilo, que ganhou fama no filme O Auto da Compadecida, e Seu Lunga. Elton lembrou também que os folhetos não estão restritos ao Brasil. Eles existem em todo o mundo. “A maior biblioteca de literatura de cordel fica na França, na Universidade de Montpelier”, exemplificou.
Quando lemos um cordel ou ouvimos uma batalha de repentistas, parece fácil. Mas é preciso pensar bastante para não errar a rima e a métrica. Para que os alunos começassem a se acostumar com o novo formato de texto, eles puderam escolher o tema da produção. “Apesar de a oficina ter sido pensada em cima do livro, essa primeira escrita de cordel teve tema livre, porém alguns preferiram já escrever sobre o livro”, afirmou Camila.
Os assuntos escolhidos foram variados. Teve quem se sentisse à vontade para escrever sobre super-heróis, outros preferiram falar sobre o próprio cordel. O cangaceiro Lampião também foi escolhido por nossos alunos. Clique e confira alguns dos trabalhos da turma:
Veja mais fotos da oficina na nossa página no Facebook.
PARA CONFERIR OS TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS, BASTA CLICAR NO LINK DA PÁGINA:
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