LANÇAMENTO DE “FESTAS POPULARES DA BAHIA” EM ITABERABA

Mais fotos de lançamento. Dessa vez, na Discultura em Itaberaba-BA. Colegas professores, amigos e alunos foram lá prestigiar. Até o prefeito da cidade, Ricardo Mascarenhas,  apareceu ao lado da sua vice, Maria. Mais uma vez agradeço a tod@s!

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FOTOS DO LANÇAMENTO DE “FESTAS POPULARES DA BAHIA” EM SSA

O lançamento foi um sucesso!

Os amigos lotaram a Tropos.co e participaram das “Festas”

Tive a honra que contar com o meu mestre Antônio Barreto, que iniciou o evento recitando alguns dos seus textos. Em seguida, a música ficou por conta de outro mestre, JRibeiro, que passeou pelo cancioneiro baiano por quase 2 horas.

Enquanto isso, amigos, colegas, familiares e poetas baianos apareceram para dar um abraço nos autores.

Por fim, a foto do autor com que contribuiu absolutamente para que esse projeto se realizasse: Wendell Wagner, excelente fotógrafo, e João Gabriel Galdea, editor do jornal Correio* que fez o convite inicial para que um cordel sobre a lavagem do Bonfim fosse escrito, publicado no jornal e, hoje, junto a outros cordéis, se tornasse livro! Agradeço imensamente a vocês!

 

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LANÇAMENTO DE “FESTAS POPULARES DA BAHIA”

Amigos, depois de 4 anos do lançamento do meu primeiro livro, o 2014: o ano da Copa no país do futebol, chegou  a vez de partir para mais uma missão. A bola da vez é um livro sobre as festas populares da Bahia. São 5 histórias ao todo que versam sobre a lavagem do Bonfim, a festa de Iemanjá, a independência da Bahia, a lavagem do Santo Amaro e a festa de Santa Bárbara.

Os textos formam todos escritos no ano de 2015, a convite do jornal Correio* que me convidou para escrevê-los no calor das festas. Só agora eu resolvi transformá-los em livro. Para isso, contei com a ajuda de um timão: o fotógrafo Wendell Wagner participa do livro apresentando diversas imagens que muito bem representam as festas descritas. Além disso, João Gabriel Galdea, jornalista soteropolitano, me presenteia com um prefácio e o poeta João Filho, autor do “Dicionário Amoroso de Salvador” com o posfácio.

O lançamento soteropolitano acontecerá na próxima quinta-feira, dia 12 de julho, a partir das 19h na Tropos.co, no rio vermelho. A sessão de autógrafos contará também com um show de J. Ribeiro que levará um repertório de clássicos da música baiana. Será mais uma festa. Conto com a presença de vocês! Todas as informações estão presentes no cartaz abaixo:

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A LITERATURA DE CORDEL E O TRABALHO CIENTÍFICO

Car@s leitor@s,

venho aqui compartilhar uma ótima notícia.

Lembram de uma oficina que realizei, ano passado, numa escola municipal na cidade de Feira de Santana? (fotos no menu: fotos). Pois então: a oficina fazia parte da pesquisa da professora Nara Silva que na época estava escrevendo a sua dissertação de mestrado profissional. A pesquisa ficou pronta, a dissertação também e venho aqui expressar minha felicidade em poder participar e contribuir com esse belíssimo trabalho.

Quem quiser conhecer o trabalho “Produção de cordel na escola: oralidade, pertencimento e criatividade”, da professora Nara, basta clicar no link abaiaxo. Evoé!

http://www.profletrasdch5.uneb.br/imagens_sys/Nara_Silva.pdf

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OFICINA DE CORDEL EM SIMÕES FILHO

Aconteceu, na útima terça-feira (10 de abril de 2018), o IFBAilando – semana cultural do Instituto Federal Baiano- campus Simões Filho. Durante o evento foram realizadas palestras e oficinas diversas, todas abertas à comunidade do Ensino Médio que pôde fazer escolhas de acordo com as afinidades de cada um dos ali presentes.

O tema da vez foi GÊNERO E DIVERSIDADE. Tive o prazer de ministrar uma mini oficina de cordel para um auditório lotado de alunos de diversas faixas etárias e turmas do EM. Além da breve exposição sobre a história e as características estéticas da Literatura de Cordel, como é de costume, foi apresentado ao público diversos textos que percorriam o tema central da Semana. O público teve contato com textos tradicionais que abordam a questão da sexualidade e da diferença de gênero a partir de um viés tradicionalista, o que se justifica pelo contexto histórico e social dessa arte popular no Brasil.

Porém, em seguida, foram apresentados textos contemporâneos, escritos por mulheres que ainda estão na ativa e que muito tem contribuído para a transformação que vem acontecendo dentro da tradição do cordel. Questões sobre gênero e feminismo começam a aparecer dentro dessa tradição, quebrando uma linha ideológica patriarcal, visto que a produção, divulgação e manutenção do Cordel sempre esteve sob os “cuidados” dos homens.

É nesse momento que aparecem importantes mulheres, tais como Salete Maria, Creusa Meira, Dalinha Catunda entre outras, que trazem para o cordel uma voz por muito tempo silenciada. Durante a oficina, foram apresentados textos dessas autoras e foi a partir de então que os alunos comecaram a produzir as suas próprias estrofes.

Apesar do pouco tempo para uma oficina, o resultado foi satisfatório. O público entendeu muito bem o recado e conseguiu produzir sextilhas impecáveis. A proposta é que o trabalho continue a ser desenvolvikdo com os professores de Artes e L. Portuguesa do Instituto. Espero que sim!

 

 

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LITERATURA DE CORDEL NO ANIVERSÁRIO DE ITABERABA

No dia 26 de março de 2018 a Cidade de Itaberaba-BA comemorou seus 141 anos de vida e a cidade esteve em euforia por conta dos eventos que aconteceram durante a semana. Teve feira agropecuária, com exposições e shows durante a noite, teve a FLITA – Feira Literária de Itaberaba e teve também uma singela roda de cordelistas.

Tive a honra de participar, junto com poetas locais, justamente dessa roda de cordelistas, que aconteceu no dia 20 na praça principal da cidade. O grande público ali presente pode ouvir diversos poemas em cordel e interagir com os poetas ali presentes. Ao final, sentiram-se satisfeitos com o que presenciaram.

(Na foto: Elton Magalhães, o prefeito Ricardo Mascarenhas, Fredson martins, Valéria Rocha e Danilo Reis)

 

Mas, diante de tanta atração, a mais esperada ainda estava por vir justamente no dia em que a cidade comemorava o seu aniversário. Com grande entusiasmo, a multidão que se reuniu na praça do Rosário ficou maravilhada com a presença do cordelista pop-star BRAULIO BESSA, que por mais de uma hora desfilou simpatia e alguns versos de Cordel.

 

(foto: Jornal da Chapada)

 

A semana de comemoração de aniversário da cidade de Itaberaba serviu para mostrar às demais gestões do Estado e do país que nem sempre é necessário levar apenas o mais do mesmo: grupos de arrocha, forró, sertanejo universitário e pagode. É possível sim festejar em grande estilo e com muita cultura popular. O povo agradece!

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POEMA NOVO

Car@s leitor@s,

Escrevi este poema no início de novembro e venho agora, um tanto atrasado, compartilhá-lo com vocês. É um martelo agalopado – forma tradicional do cordel composta por estrofes de 10 versos com 10 sílabas cada. Nos martelos é comum aparecer um mote ao final de cada estrofe (geralmente 1 ou 2 versos que se repetem).

Espero que gostem!

Galope da saudade martelada

Eu não sei quantas pedras foram postas
nas pirâmides pomposas do Egito
Eu não sei onde está o manuscrito
Que desvenda a vida e dá a resposta
Eu não sei se disposto a uma aposta
Faço bem em minha vida arriscar
Eu não sei nem ao certo avaliar
De que vale um profundo entendimento
Eu só sei que a saudade é um sentimento
De quem sofre com a sina de esperar.

Eu não sei quanto pesa um grão de arroz,
O volume de um quilo do algodão,
Não me importa o vai-e-vem da inflação
Ou se o ovo vem antes ou depois
Da galinha. Nem mesmo quem compôs
A mais bela cantiga do Qatar
Eu não sei e não quero nem pensar
Se tem cor ou tamanho o firmamento
Eu só sei que a saudade é um sentimento
De quem sofre com a sina de esperar.

Do tamanho da torre de Babel
Eu não sei, nem se o céu é mesmo azul,
Onde fica a cidade de Istambul,
Se é doce o mel ou mesmo o fel,
Se Gregório foi mesmo um menestrel,
Se eu compus um galope à beira-mar,
Se o Messias de fato vai voltar,
Ou se vai se apagar no esquecimento.
Eu só sei que a saudade é um sentimento
De quem sofre com a sina de esperar.

Desconheço quem foi o Saladino,
E os segredos sagrados de Sumé,
Eu não sei nem dançar um arrasta-pé
Do meu time eu não sei cantar o hino
E, se eu canto, é certo: eu desafino.
Uma rede de pesca arrastar
Não sei como. Nem quero imaginar
Se o dilúvio foi mesmo um grande evento
Eu só sei que a saudade é um sentimento
De quem sofre com a sina de esperar.

Eu não sei se é verdade ou se é mentira
Que a ira de Aquiles ganhou fama
Se faz bem para a pele usar lama
Ou se quem isso faz certo delira
Se é mais cara a ametista ou a safira
Eu não sei, mas pretendo consultar
Pra quem sabe o meu bem presentear
Com um lindo anel de casamento
Eu só sei que a saudade é um sentimento
De quem sofre com a sina de esperar.

Eu não sei se é mentira ou se é verdade
Que era mágica a lira de Orfeu
Nunca li Casimiro de Abreu
Desconheço, assim, sua qualidade
Eu nem sei se é alguma novidade
Eu compor um martelo e publicar
Eu não sei se alguém pode imaginar
Bolsonaro um mito, e não jumento
Eu só sei que a saudade é um sentimento
De quem sofre com a sina de esperar.

Eu não sei se um dia saberei
Sobre as sábias palavras do Corão
Do Torá, ou da Bíblia. A questão
É saber se um dia o astro-rei
Vai brilhar para todos como lei.
Eu não sei se alguém irá notar
Algo estranho na rima que virá
Caso sim, já valeu todo esse tempo
Eu só sei que a saudade é um sentimento
De quem sofre com a sina de esperar.

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